02/03/2013

Palacete D. João VI – Portus, final de uma luta vitoriosa



Ontem fui à inauguração do MAR, Museu de Arte do Rio, capitulo final feliz da nossa luta pela recuperação dos antigos prédios da Portus (Palacete D.João VI) e da Metropol – Terminal Mariano Procópio.

 O projeto original de retrofiting foi desenvolvido pela minha equipe no IPP, em 2005, junto com o arquiteto Alcides Horácio. Depois, com a liquidação do Banco Santos, que havia comprado o prédio Portus,  criou-se um imbróglio jurídico e o mesmo começou a se deteriorar seriamente. 

 Fizemos uma grande  mobilização em defesa do mesmo com um Abraço do Palacete D.João VI, em 2009. Dei ao prefeito Eduardo Paes e ao então secretário Felipe Gois o "mapa da mina" como deveriam agir para a prefeitura poder desapropria-lo. Fizeram como sugerimos e depois foi promovida uma feliz parceria com a Fundação Roberto Marinho. Não só ambos os prédios foram recuperados com a cidade ganhou um espaço cultural de primeira linha.

 Não me importa muito se a prefeitura nem me convidou para a inauguração --acabei conseguindo um convite com a Fundação--  nem que a mesma tenha meio que virado um ato político da parceria Dilma-PMDB, com direito a um discurso com algumas informações erradas do governador (a Metropol não foi sede do DOPS, e do Palacete pertencia a Portus não a Docas).O importante é que foi feito, que aconteceu o que reivindicamos e por que lutamos tanto. 

 Fiquei sem entender o sentido de um protesto de uns 15 gatos pingados com roupas estranhas, gritando coisas bizarras como “abaixo a ditadura(???)” e “não estamos a venda”. Protestavam contra o quê, exatamente? Propondo o quê? Eu, hein...

 Rememorando o protesto que tinha motivo e tinha proposta e que agora se viu atendido:

Youtube: na tribuna da câmara

continuação

e quando da vitória há três anos

Abandonado, deteriorado e em situação de alto risco 


Abraçando o Palacete D.João VI 

Aspásia Carmago, presente


Fernando Alencar, então presidente do IAB
Parceria com a Fundação Roberto Marinho

Final feliz

Um comentário:

  1. Trabalho relevante e acaba em muito pouca coisa. Valeu. Obrigado.

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