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22/09/2010

Marina passa Serra no Rio de Janeiro!

Posso afirmar com segurança que Marina, que já havia ultrapassado Serra na cidade do Rio de Janeiro, há uma semana, acaba de fazê-lo no cômputo geral do estado. A situação no Rio é a seguinte: uma queda acentuada de Dilma, uma pequena recuperação de Serra e uma progressão forte e muito significativa de Marina, que começa a transcender a classe média politizada, onde ocorreu o essencial desse crescimento. Há uma "onda Marina" em gestação, que vai se potencializar numa crescendo até o dia 3 de outubro. Ela se assemelha àquela que levou Fernando Gabeira ao segundo turno em 2008. Gabeira vinha em quarto lugar em meados de setembro. Ultrapassou Jandira Feghali nos últimos dias e Marcelo Crivella no próprio dia da eleição.

Nas eleições contemporâneas, o processo de decisão vem sendo cada vez mais empurrado para os últimos dias. Isso deve-se ao aparente paradoxo: o eleitorado é cada vez mais politizado mas, cada vez mais desinteressado por política. Nos últimos dias, sendo o voto no Brasil obrigatório, ele se coloca: “agora vou precisar pensar nisso” e entra em modo de decisão sensivel à “contaminação” dos formadores naturais de opinião, que existem nas famílias, locais de trabalho, estudos, táxis e botecos.

Lideranças carismáticas são mais susceptíveis de gerar ondas na reta final, e Marina tem esse atributo. Não é possível prever se essa "onda Marina" será suficiente para levá-la a ultrapassar Serra no âmbito nacional, e tirar votos suficientes de Dilma para ir ao segundo turno com ela. Mas pode acontecer. Vai depender do impulso de cada um de nós de participar da onda e ser + 1.

Explica...

Talvez o temor dessa onda explique o estranho episódio dos arrombamentos e furtos nas sedes do PV em São Paulo, Brasília e Acre. Estaremos entrando na alça de mira dos aloprados?

Programa Sirkis no ar: vamos levar Marina para o segundo turno!

20/09/2010

Minha campanha presidencial de 1998

 A primeira campanha presidencial a gente nunca esquece. Uns 250 mil votos. Atrás do FH, do Lula e do Eneas. Menos de 1%. Mas teve lances hilários dignos de fazer tudo ter valido a pena e produziu um programa de governo que na época foi sem dúvida o mais avançado. O programa de TV de Jair de Sousa e Heleni Garcia também deu o que falar. A conferir?


Alguns fotogramas ilustrativos:

Candidaturas concorrentes


O dragão da especulação financeira internacional(deu no que deu)
"?Edrev é otrutufo" uma palavra de ordem hermética? Solução abaixo*






* O futuro é verde invertido.



16/09/2010

Considerando minha eventual desexistência "RE: Marcelo Tas"

Recebi uma sacaneada de um dos meus humoristas favoritos, o Marcelo Tas –o magistral testa di cazzo-- que me acusa de “poluição” exibindo a foto de uma plaquinha minha no Posto 6. Uma incoerência dos verdes poluindo Copacabana!

Tá legal, Marcelo. Faço autocrítica. Vou ver se consigo agrada-lo. Que fazer? Bom, retirar todas as placas e deixar os concorrentes todos com as deles. Bem, preciso também parar de distribuir panfletos. Embora a gente sempre coloque neles “passe adiante ou jogue no lixo” e nossos militantes sejam instruídos a repassar nos locais para recolher alguns que tenham sido jogados no chão, sempre pode sobrar algum, né? Melhor então não panfletar.

Também vou tirar o programa de TV do ar. Afinal o horário gratuito é chato pra cacete e sem dúvida é uma forma de poluição psicológica do telespectador que aguarda ansioso sua mui educativa telenovela.

Carro de som com jingle e megafone, nem pensar, é poluição sonora, claro!

Campanha pela internet? Ninguém mais agüenta este tipo de spam. Limitar-se ao blog com seus mil e tantos fieis? É melhor tirar do ar também porque alguém pode sempre repassar a quem não solicitou e acaba virando spam. Rede social? Como tanta gente falando coisas tão importantes, profundas, relevantes e edificantes sobre suas vidas vamos poluí-las com papo de político??? Ninguém mais agüenta esses candidatos no Facebook ou no Orkut, comprometendo seu alto nível cultural e filosófico.

Comício doméstico? Não deixa de ser um desrespeito aos vizinhos. Imagina encontrar no elevador aquele bando de pessoas ansiosas estranhamente interessadas nesse evento grotesco que são as eleições, atrasando o elevador. Uma forma de poluição intra-muros... Já encontrei moradores reclamando. O que estes candidatos pensam que são para invadir assim meu condomínio?

Anúncio em jornal? Não seria uma forma de compactuar com essa poluição que são os próprios jornais? Pense bem, verde de araque,  quantas árvores –ainda que de eucaliptos plantados com essa finalidade-- custa uma edição dominical de um jornalão? Melhor não compactuar com isso se de fato verdes somos.

Sair à rua cumprimentando as pessoas? Atrapalhar a vida dos outros e ocupar indevidamente as calçadas? Elas são feitas para que o povo circule produtivamente e não fique parado, ocioso, ouvindo conversa fiada de político.


Daniel Cohn Bendit com nossas placas poluidoras



 Bom, então o que fazer???

Elementar, meus caros, devemos simplesmente fazer o que 90% dos políticos brasileiros já fazem. Montar um Centro Assistencial! Oferecer consulta médica, dentária, serviço de despachante, fornecer ambulância, cadeira de rodas, dentadura, etc... Tenho até um colega vereador que dá o maxilar de cima, antes da eleição e, uma vez eleito, o debaixo. Aí não vai ter mais papel, nem poluição visual, nem sonora.

Não corremos mais risco algum de incomodar quem quer que seja com essa nossa ridícula imagem de ratos magros pedintes de votos. É pão, pão, queijo, queijo. Prestou o serviço, ganhou o voto. Coisa séria, rapaz. Outra possibilidade é comprar voto diretamente como fazem com grande talento no Mato Grosso do Sul e em muitos outros lugares politicamente  high tech. Isso a rigor dispensa essas campanhas eleitorais poluentes. Tudo e feito na intimidade do Centro Assistencial ou no apê do candidato com o cabo eleitoral entre duas rodadas de uísque sem poluir e sem incomodar.

Pena que para manter seus Centros Assistenciais benfazejos e comprar seus votinhos os políticos de responsa, os profissas, tenham que roubar. Mas isso é detalhe. O importante é que a sua relação com o eleitor é sólida, inquebrantável. O político em questão pode até ser flagrado pelo Jornal Nacional num ato de pedofilia mas vai continuar recebendo todos aqueles votinhos fieis do “seu” povo ao qual presta não menos fiel assistência. Isso é que é uma base política sólida. Nada parecido com a patética fragilidade desses pretensiosos otários vuneráveis a uma notinha de jornal, a uma sacaneadazinha na net. Uns votinhos a menos e babau eles!

Isso ai, galera, vamos nos livrar de vez por todas da excrescência anacrônica que são esses políticos de “opinião”, metidos a dar lições, falar de temas complicados e chatos e que insistem em encher o nosso saco, quere nos obrigar a ler coisas e a ver coisas na rua informando que pensam logo existem. Melhor que não existam! Não existindo não precisarão tentar informar mediante placas poluentes, panfletos e outros subterfúgios vis que existem.

Desexistam poluidores!

Campanha e realizações na orla marítima

Na semana passada fiz campanha em duas áreas onde costumo ser bem votado e tenho diversas realizações: Barra e Recreio e o Leblon.

No Leblon, tivemos a memorável luta dos Morro Dois Irmãos. Impedi a construção do Hotel e dos dois prédios que o Antônio Galdeano ganhara na justiça, com seu terrível impacto ambiental e paisagístico, e consegui negociar a transferência de seu potencial construtivo para a Av das Américas (Le Monde), onde não fez estrago. O terreno na encosta virou um dos parques mais lindos do Rio: o Penhasco Dois Irmãos/Sérgio Bernardes.

Em 1994, iniciei o reflorestamento daquela encosta pelo mutirão, mobilizando a comunidade da Chácara do Céu no projeto Mutirão de Reflorestamento que reflorestou outras 46 comunidades na minha gestão (hoje já são mais de 80). Em 2006, o reflorestamento estava completo. Me orgulho muito dessa realização tão visível, embora muita gente não se lembre mais de como que era antes: uma encosta de capim colonião que pegava fogo toda hora. Também ali, temos o início da ciclovia da Orla, que foi implantada em 91 nas obras para a Rio 92. Consegui convencer o então prefeito Marcello Alencar a incluir as ciclovias no projeto. Na época, ambos apanhamos muito por conta delas mas, hoje, quem pode contestá-las? Nem o Millor...

Na Barra-Recreio, posso apontar para a Prainha e a Lagoa de Marapendi, ambas protegidas por APAs que consegui aprovar na Câmara depois de grandes batalhas. Na Prainha, foram mais dez anos de trabalho para desapropriar mediante permuta o terreno particular e implantar o Parque Ecológico da Prainha, sempre em parceria com os surfistas da ASAP. Marapendi foi uma batalha contra a turma que queria construir espigões de 30 andares na restinga. Ali, também, contabilizo o início do saneamento do Recreio e a dragagem da Lagoa do Camorim (1995), a arborização do Jardim Oceânico e as ciclovias da Orla e Ayrton Senna.

É bom fazer campanha em lugares onde a gente pode responder à pergunta: "mas, afinal o que você fez?", apontando para situações visíveis a olho nu.



13/09/2010

To PRI ou not to PRI?

Eis o nosso programa abordando os "golpes baixos" de campanha e a necessidade de Marina no segundo turno e de uma forte bancada verde no Congresso Nacional:



O PRI (Partido Revolucionário Institucional) governou o México por sete décadas. Em termos de longevidade e gestão azeitada do poder foi superior ao Partido Comunista da União Soviética (PCUS), cujos processos sucessórios e lutas internas foram marcados pelos mais sangrentos expurgos. O PRI montou um sistema em que o presidente escolhia seu sucessor mas, depois desaparecia de cena. Para mencionar, a partir dos anos 60, Luiz Echeveria, Lopez Portillo, Miguel de la Madrid, Salinas de Gortari e Ernesto Zedillo, apontaram seus sucessores mas, depois abandonaram a vida política. Não só a reeleição era vedada, como a volta a qualquer tempo para um segundo mandato. Nenhum deles virou eminência parda do sucessor e no governo de Zedillo o antecessor Salinas foi indiciado por corrupção.

O processo de indicação do sucessor que incluía um processo de consulta aos "cardeais" do PRI recebeu no nome de el dedazo pois, ao final, era o presidente de turno que apontava com o dedo o próximo primeiro mandatário mexicano e chefe do partido. Era um processo autoritário institucional e não do tipo caudilhista, peronista, em que o general Juán Domingo Perón e, mais recentemente, o ex-presidente Nestor Kirscher colocaram suas respectivas mulheres na linha sucessória ou na sucessão como uma extensão e projeção de seu poder pessoal. Neste sentido, o dedazo de Lula está mais na linha desse personalismo caudilhista do peronismo do que do hegemonismo de partido do estilo PRI e cujo exemplo mais eficiente de funcionamento é sem dúvida ao PC chinês no pós-maoismo.

Há várias outras características que diferenciam o dedazo de Lula e o PT do hegemonismo do PRI, desde os anos 30, quando foi consolidado pelo único presidente mexicano de fato maior que seu próprio aparato: Lazaro Cárdenas. De qualquer forma, essas distinções que alguns analistas vem sublinhando, não anulam o fato de que o dedazo de Lula --inclusive, pelo fato dele projetar permanecer como eminência parda-- a se consumar, traz perigos para a democracia brasileira. A dominação de um partido de influências leninistas, com controle de uma máquina sindical e que, ao longo dos últimos oito anos, cooptou com sucesso as mais tradicionais oligarquias da política brasileira, é preocupante e precisa ser contraposto por um realinhamento histórico da social democracia, sob influência dos verdes.

Há diversos quadros de qualidade no PT que compartilham dessa preocupação e que percebem que é Marina Silva e não o dedazo, quem encarna o lado melhor do ideário de seu partido.

É fundamental que haja segundo turno e que lá esteja ela: Marina Silva.

12/09/2010

Eleição dura, momentos decisivos

Marina subiu 1% no Datafolha basicamente nas classes A e B na semana do escândalo da Receita Federal e da infeliz e truculenta intervenção de Lula no programa da Dilma. Dá impressão de serem votos tanto de Dilma (PT-Light) quando de Serra (início de voto útil na Marina?). Chegou a hora decisiva. E como naquela situação da Formula I quando o piloto fica a menos de um segundo do carro da frente e prepara-se para entrar no "vácuo" para tentar ultrapassa-lo na reta que fica duas curvas à frente. Essa reta está a duas semanas e Marina precisa chegar no vácuo de Serra.

Nossa aerodinâmica é melhor mas o motor é menos potente, donde temos que aproveitar as curvas para sair do vácuo lançados no início da reta. Os pneus dele estão gastos e os nossos nos trinques. Mas é preciso entrar no vácuo!

Metáforas automobilísticas a parte, temos dois grandes desafios. O programa de TV, embora tenha melhorado, continua sem estar a altura do momento. Não é mais hora de questões programáticas, nem de sumir com a candidata para ficar mostrando o movimento Marina e pedido grana pela internet. Muito menos para aquele clima de “olhe como somos bacanas”. A hora é de arrancar votos e de mostrar Marina com tônus presidencial. Marina pode ir ao segundo turno! Só Marina pode enfrentar Dilma! Marina está preparada para ser presidente! Plano fechado, olho no olho, drama, emoção forte! Desculpem, mas a nossa narração em off é carece de vigor. Falta emoção. Plano aberto ou alternar aberto com semi-fechado é enfraquecer o impacto daquilo que Marina tem de mais forte: o olhar e o sorriso. Temos pouquíssimo tempo, cada programa e cada inserção tem que ser um tiro de canhão emocional.

A maior fraqueza é não termos ainda (será que conseguimos?) atingido as mulheres pobres e no povo cristão. Não vamos chegar lá só conquistando votos de classe média do Serra e do PT-LIght. Não são suficientes. Se continuarem a chegar servem como detonador, mas a pólvora da explosão e da ultrapassagem possível serão as mulheres pobres cristãs ou não chegaremos lá. Precisamos tomar votos diretamente de Dilma, na área popular. Tomar votos de Serra na perspectiva do “voto útil Marina” pode ser o primeiro passo que faça avançar uns 3% ou 4% mas não será suficiente para garantir o segundo turno e nossa presença nele.

Temos ainda uma “janela de oportunidade” o clima que sinto na rua e de um crescimento de Marina maior do que aquele 1% do Datafolha. E existe o fator intensidade, paixão. As pessoas que votam Marina são apaixonadas. Os votos Dilma e Serra são frios, cerebrais. O de Marina é quente, de coração. Na reta final o coração conta. Mas é preciso desperta-lo em grande escala.

Na briga para federal no Rio

Venho acompanhando pesquisas da eleição proporcional do Rio. Se as eleições tivessem sido no dia da pesquisa eu não estaria eleito por pouco. Como faltam três semanas , finalmente arrumei tempo para fazer minha campanha e agora estou trabalhando intensamente penso que posso chegar lá. Mas vai ser uma pauleira e só aos inimigos é permitido dizer “Sirkis já tá eleito!”. Essa eleição é muito dura porque o chamado “voto de opinião” está muito disputado. No Rio temos na disputa de federal quatro candidatos a prefeito nas últimas eleições. Partem com a vantagem do “recall” e do “voto compensação”. Isso divide muito esse limitado voto de opinião, menor a cada eleição, do qual dependo totalmente. Favorece a quem tem reduto regional. Além disso ainda temos o "voto modismo" ou "voto originalidade". Toda eleição tem sua bola da vez.

Então amigo (a) se você percebe o quanto os verdes do Rio precisam estar bem representados em Brasília --o Gabeira já não vai mais lá estar-- reconhece o trabalho que fiz ao longo desses últimos 22 anos, respeita minha biografia e se identifica com as propostas não entre na onda sacana do “já tá eleito” --perdi uma em 1996 por causa disso-- e vote Sirkis 4333!

Saciando um pouquinho da sua curiosidade

Não posso divulgar números de pesquisa e as de candidaturas proporcionais são bastante precárias, sempre. Em geral começo muito mal nelas e o resultado acaba sendo melhor. Mas uma vez já aconteceu o contrário.

No voto de opinião não tem surpresa, estão muito bem colocados os candidatos a prefeito de 2008: Chico, Molon com Jandira, surpreendentemente, um pouco mais atrás, mas bem. Solange, por enquanto não se beneficia tanto do fator 2008. O PV, por enquanto faz um federal e um estadual. Pode, no entanto, fazer mais. Se fosse um só federal, no dia da pesquisa, seria Dr Aloisio, ex-candidato a prefeito de Macaé com um forte voto de reduto. Novamente o fator 2008. Estadual seria Aspásia. Devemos ter uma boa votação de legenda o que junto com a intensificação da campanha deve levar o PV a um resultado melhor que esse. Mas tal é o formato da "nuvem" nesse dado momento a três semanas da hora H.

Por isso por favor não me venha com o “já tá eleito” senão vou morder sua orelha! Metaforicamente falando, é claro...

LINKS COM CENAS DE CAMPANHA

FAZENDO CAMPANHA DE SKATE NO FLAMENGO


CAMPANHA EM COPACABANA


VOLTANDO AO MEIER

28/08/2010

Abraço de afogado entre o on e o off

A entrevista do candidato a vice Márcio Fortes no Globo de hoje merece certos reparos. Não vou analisar os porquês nem os finalmente dessa peça política desastrosa, apenas tratar de certas factualidades.

1 – Nosso adversário na disputa estadual é o governador Sérgio Cabral e não o presidente Lula, como ele trombeteou a sua exclusiva conta e risco. O presidente Lula não é candidato nessas eleições.

2 – Ao contrário do que revela, são muito poucos os candidatos a deputado de partidos da coligação que de fato não estão fazendo a campanha do Gabeira. Não há um caso sequer desses no PV e muito poucos no PSDB e PPS --ainda que no caso dos tucanos tenha a ver com o nada menos que o presidente estadual do partido. Até no DEM todos estão fazendo.

3 – Pretender que só os tucanos aportaram financeiramente para a campanha é um mentira deslavada. Na semana anterior à estréia do programa, um aporte de R$ 250 mil da campanha presidencial impediu a campanha de colapsar pelo desmonte da produtora de TV. Nenhum aporte dos PSDB entrara e havia o clima que ele confidenciou dos "tucanos paulistas não quererem financiar a campanha da Marina”. De fato, chantageavam para ver se obtinham de Gabeira o abandono de Marina o que, evidentemente, não aconteceu. Marina esteve no seu primeiro programa. O PV nada tem contra o Serra também aparecer na tela levando seu apoio ao Gabeira por razões que se autoexplicam. Se depois dessa data os tucanos acabaram aportando uns caraminguás não sei, espero que sim, o relatório de contas ao TRE o dirá.

4 – De fato, o PV é “um partido engraçado”. Melhor seria se tivesse dito, cheio de graça. Já o PSDB anda perdendo a sua graça --não me refiro ao humorismo involuntário-- pateticamente. Entendemos melhor os problemas de Serra quando descobrimos que o nosso candidato a vice pertence ao seu primeiro círculo de mais seletos conselheiros políticos. Junto com outras duas sumidades luas pretas: Sérgio Guerra e Juthay Magalhães.

5 - Quem tem conselheiros desse calibre não precisa de Lula nem João Santana do outro lado. Nem muito menos.

6 - Tucanos, olhem que engraçado: uma tal Marina vem se avolumando em vosso retrovisor. Já se movimentou para o vácuo e vamos entrar numa curva que favorece os carros de motor menos possante mas, aerodinâmica avançada. Isso sem falar nos pneus. Seus gastos, nossos recém trocados e aquecidos.


7 - Ah, sim, já ia esquecendo. A dúvida entre o on e o off de reportagem sobre o qual nosso vice tão hamletianamente discorre. On é quando queremos que nossas aspas saiam e nos creditem nossas declarações. Off é quando queremos veicular uma informação ou opinião que não queremos que nos seja atribuída. Quando concedemos uma entrevista, na qualidade de candidato a vice, ocupando metade de página de um grande jornal, seria de bom alvitre imaginar que estamos falando em on. A entrevista de Márcio Fortes, no futuro, servirá nas escolas de jornalismo como estudo de caso do off em on, ou será do on em off ???.


26/08/2010

Daniel Cohn-Bendit - "Ecologia Política no século XXI"







Verdepress - RJ


Hoje foi o dia do debate do PV no Teatro Oi Casa Grande, no Leblon. Muita gente, e uma boa participação da imprensa, tornaram o evento muito interessante do ponto de vista político e histórico. Participaram do evento Daniel Cohn Bendit,  deputado europeu e presidente do grupo parlamentar Grupo dos Verdes no Parlamento Europeu; o deputado federal Fernando Gabeira, candidato ao Governo do estado do Rio; a vereadora Aspásia Camargo, candidata a deputado estadual e o vereador Alfredo Sirkis, presidente do PV-RJ e candidato a deputado federal.

Alfredo Sirkis iniciou a conversa com um pouco de referências históricas sobre o início da luta ecológica. A gênese do movimento ambientalista brasileiro foi no Rio grande do Sul, nos anos 70. Pessoalmente considero como marco fundador da ecologia política o caso Carlos Dayrell, em 1975. Um menino que subiu numa árvore em Porto Alegre para impedir seu corte, desnecessário, para a implantação de uma via expressa. Naquele período, no resto do mundo tínhamos a Conferência de Estocolmo, de 72 e o início dos movimentos ambientalistas nos EUA, Europa e Nova Zelândia (onde surgiu o primeiro partido verde).

Sobre a situação política da candidatura da Marina, Sirkis garantiu haver fortes indícios de uma chegada dela no segundo turno. Pesquisa comparativas anteriores mostram que a possibilidade existe e que não vamos desanimar do fato. Na seqüência, Aspásia deu um panorama sobre suas batalhas legislativas e questionou a existência de uma União Européia, como um só país.

Gabeira iniciou o debate citando Giuseppe Garibaldi, como um homem inteligente e audacioso, Gabeira diz usar Garibaldi como fonte de inspiração. Gabeira disse ainda sobre seus projetos de governo, onde pretende criar cursos de defesa civil, que orientariam e capacitariam a sociedade para atuação nas tragédias ambientais. A Defesa Civil ficaria desvinculada da Secretaria de Saúde. Gabeira vê grande importância em mapear as pessoas com dificuldade de locomoção para facilitar a remoção de locais de difícil acesso. Para Gabeira, Copa do Mundo e Olimpíadas são eventos potencialmente impactantes e que providencias tem que ser tomadas para minimizar seus impactos na realização desses eventos.

 Daniel demonstrou estar bastante a vontade em meio ao calor carioca. Começou seu discurso fazendo críticas ao governo Lula, Bendit contou sobre uma visita do presidente à França, onde afirmava que a energia nuclear é a fonte de energia do futuro. De pronto, Bendit corrigiu o presidente afirmando que energia nuclear era coisa de um passado distante, pertencia à década de 50, que a fonte de energia do futuro deverá ser obrigatoriamente renovável e perguntou na lata do Lula se ele tinha solução para o lixo nuclear gerado por esse tipo de produção energética. Daniel citou ainda sobre a estreita e estranha relação de Lula e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e defendeu os processos democráticos. Daniel Cohn Bendit alertou sobre a importância de se controlar as emissões de CO2 tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento, pois quem sofre com essas emissões é o planeta.


23/08/2010

Debate Internacional com Daniel Cohn Bendit

O Partido Verde convida a todos para o debate "ECOLOGIA POLÍTICA NO SÉCULO XXI", com a participação de Daniel Cohn Bandit*. O encontro vai acontecer no Teatro Casa Grande, na quinta, dia 26 às 10:30h, com entrada franca. 

Participarão do encontro os candidatos Alfredo sirkis (deputado federal), Fernando Gabeira (governador) e Aspásia Camargo (deputada estadual)


*Daniel Marc Cohn-Bendit é um político alemão do partido ecologista Die Grünen, atualmente deputado europeu e co-presidente o grupo parlamentar Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia. Foi líder estudantil protagonista da massiva movimentação popular em maio de 1968 em Paris. Daniel Cohn-Bendit nasceu na França, filho de judeus alemães refugiados na França em 1933 fugidos do Nazismo. Aos 14 anos, optou pela nacionalidade alemã porque, segundo ele, não queria se sujeitar ao serviço militar francês.
Membro da Federação Anarquista, e depois do movimento "Negro e Vermelho", ele se definiu mais tarde como liberal-libertário. Em 1967, enquanto é estudante de Sociologia da faculdade de Nanterre, começa o movimento de contestação que levará ao Movimento de 22 de Março em 1968. É colocado na "lista negra" dos estudantes da faculdade. Na seqüência da evacuação das salas pela polícia en 2 de maio, está entre os estudantes que ocupam a Sorbonne em 3 de maio. Será, junto com Alan Geismar e Jacques Sauvageot, uma das principais figuras de Maio de 68. Em 21 de maio, enquanto está em Berlim, é proibido de retornar à França. Em 28 de maio, com o cabelo tingido e óculos escuro, volta para Sorbonne, onde é aclamado. O slogan "Somos todos judeus alemães" demonstra o apoio dos jovens a quem a imprensa chama de "Dany, o vermelho".

Teatro Casa Grande - Av. Afrânio de Melo, 290 - Leblon

19/08/2010

Dia de autógrafos....

A noite de segunda-feira estava fria e até ameaçava chover mas nada disso foi empecilho para o lançamento do meu livro. A recepção por parte de amigos e família foram muito calorosas e me deram mais força para acreditar...
A frente das secretarias municipais de meio ambiente e urbanismo do Rio tive muitas oportunidades para compreender e comparar, como as cidades tendem a se relacionar com suas populações e sistemas. Uma experiência valorosa não só sobre a cidade do Rio de Janeiro mas de mega cidades ao redor do mundo.
Espero que todos possam compartilhar comigo uma parte pelo menos dessa vivencia. Certamente aqueles que embarcarem nessa leitura terão uma outra visão e uma nova percepção sobre as cidades e seus conflitos.

Acompanhem comigo o depoimento de companheiros e amigos

10/08/2010

Sirkis na zona norte - Madureira, Tijuca e Meier

No sábado, dia 07, fiz uma grande caminhada com o pessoal da minha equipe e fiquei tocado pela amabilidade e pela recepção das pessoas. queria dizer ao pessoal da região que muito do meu trabalho tem a ver com o que sinto por vocês.

A zona norte do Rio de Janeiro é uma área da cidade bastante heterogênea, composta por bairros como tijuca, alto da boa vista, grajaú, maracanã , jardim guanabara, ribeira, jardim carioca, moneró, madureira, penha, méier, quintino bocaiúva, maria da graça, vila kosmos, higienópolis, brás de pina e água santa, bonsucesso, manguinhos, pavuna, ramos, olaria, vigário geral, jardim américa, parque colúmbia, jacarezinho, colégio, mangueira, manguinhos, complexo da maré, parque colúmbia, costa barros, barros filho, acari, parada de lucas, vigário geral e cordovil.

Tenho grande carisma e admiração pela zona norte. Um povo trabalhador cheio de garra e disposto a produzir o que a cidade tem de melhor. nos últimos anos, boa parte de meus eleitores vem da zona norte, que tem demonstrado cada vez mais capacidade política na escolha dos seus candidatos.

Confira nossa militância verde em Madureira, Tijuca e Meier

08/08/2010

A pregação cristã de Marina

Ontem assisti pela primeira vez, Marina num ato evangélico. Foi na quadra do Olaria, na rua Bariri, no Rio, atendendo a um convite da pastora Márcia e do pastor Ezequiel, da igreja Vida Nova. Havia umas três mil pessoas, de todo o Brasil. Foram extremamente hospitaleiros, não apenas com ela, como era de se esperar, como também comigo e Gabeira que a acompanhávamos.

Pastor Ezequiel é carismático, bem humorado, no estilo televangélico norte-americano, mas seu discurso é tolerante e otimista. Pra cima. Exalta o Brasil, prega a participação para sua melhoria e promoveu um ritual simpático com as bandeiras dos estados da federação e a brasileira, cantando um trechinho do seu hino, que aprendemos na escola “recebe o afeto que se encerra em nosso peito juvenil, querido símbolo da terra, da amada terra do Brasil”.


Marina ao contrário do que eu imaginava fez um discurso cem por cento religioso, sem referência alguma ao momento eleitoral. Penso que quis marcar claramente o contraste com os candidatos, que vão a essas atos falar de suas candidaturas. Ela está convencida que esse comportamento, que lhe garantirá o voto cristão, independentemente dos muitos pastores que à diferencia de Ezequiel e Márcia, que trocaram o critério de identificação religiosa pelo vil metal. É uma aposta. Nas nossas pesquisas, no Rio, o voto evangélico de Marina está ligeiramente abaixo dos 14% do geral no estado. A razão detectada, no entanto, é o desconhecimento que, por incrível que pareça, chega a 40% na baixada fluminense, área de maior concentração de evangélicos.


A pregação religiosa de Marina --poderosa, cheia de colorido e de coração-- foi praticamente um enunciar de valores que são caros ao Partido Verde, referenciados em passagens bíblicas --com algumas tiradas de bom humor. O eixo foi o papel da mulher, o tema do evento evangélico. Marina mostrou que até pouco mais de cem anos, contrariando o ensinamento bíblico --que deu a mulher sucessivos papéis centrais: o antecipatório, o da boa nova, o da preparação de Jesus ao sacrifício e ao do anúncio de sua ressurreição-- as sociedades humanas foram fortemente patriarcais e as mulheres oprimidas, seu potencial represado.

Outro aspecto importante do discurso de Marina também fortemente fundamentado em citações bíblicas --entremeadas com algumas alusões psicanalíticas-- foi a denúncia firme de qualquer forma de discriminação. A afirmação do feminino, a tolerância para com a diferença, a não discriminação, o respeito à natureza que ela pregou, são todos os valores que o PV defende na sua linguagem laica. Lá, ela os expunha pelo viés de um consistente conhecimento bíblico, o que muito impressionou a platéia.







A distancia entre a fé cristã de Marina e o menor resquício de "fundamentalismo" é abissal. Ela está há muitos anos-luz daquela imagem distorcida que tentam espalhar, sobretudo na internet nossos concorrentes e os portadores do outro preconceito, o anti-religioso.



15/07/2010

Agora o melhor....New York...New York

Como já dizia Sinatra...
   Start spreading the news
                   I'm leaving today
                             I want to be a part of it
                                              New York, New York

Cheguei hoje pela manhã em Nova York para ajudar a preparar a viagem de Marina Silva, que entre outras atividades vai dar palestras no Council of the Americas e no evento do BNF/Bovespa. Agora vai começar a ralação...depois conto mais....fui.




De lambugem estou incluindo nesse post mais uns vídeos da caminhada de Marina no centro do Rio. Espero que gostem.